HISTÓRIA

ORIGENS DE AVINTES

Recuando a tempos pré-históricos, à Idade da Pedra, reconhecemos que o território nacional é fértil em vestígios arqueo­lógicos, sobretudo no que diz respeito à cultura megalítica, que assume nesta região uma tal variedade e profusão de formas que houve já quem dissesse ser esta cultura originária da Península Ibérica.

Os vestígios mais característicos desta época são os monu­mentos funerários, designados por antas ou dólmens, os quais se encontram normalmente debaixo dum pequeno monte de terra e pedras denominado mamoa.

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É interessante verificar que em muitos locais onde existiram antas ergue-se hoje uma capela, ou às vezes, o que é ainda mais curioso, transformou-se a anta em capela, dando-se assim a cristianização de velhos cultos pagãos.

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TEMPOS DA NACIONALIDADE

Uma das referências que nos aparece em relação a Avintes são as Inquirições de D. Afonso III, em 1258:
"Avintes parte reguenga pertencente ao Juizado e Julgado de Gondomar, porem ao sul do rio Douro. Inquir, por que se julgou que pagava ao rei sete moios de pão pela medida chamada Palaciana e sete quartas de vinho e sete Capões: nada pagava, depois que o senhorio Egidio Valasco e filhos compraram aos possuidores; cujo reguengo huma das teste­munhas o troussera arrendado."

As Inquirições de D. Dinis de 1284, ou 88, também mencionam a freguesia de S. Pedro de Avintes:

"INQUIRIÇAM QUE SSE TIROU SOBRE AS HONRRAS E DEUASSOS DOS JULGADOS DE GAYA E DA FEIRA TERRA DE SANTA MARIA.

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A CÂMARA DE AVINTES E O SEC. XX

No decurso de todas as transformações ocorridas no período liberal, Avintes, onde as tropas miguelistas estiveram aboletadas, vai passar a concelho através do Decreto n.0 23 de 16 de Maio de 1832, completado com outro de 28 de Junho de 1834. A 1 de Junho deste ano, a primeira câmara de Avintes é instalada na Tulha dos Dízimos, no lado sul do adro, presidida por António Francisco Aleixo, eleito em Setembro de 1834. Este município começou a funcionar com um erário reduzido, mas com uma vontade indomável da parte dos seus vereadores.

As suas parcas receitas provinham sobretudo dos rendimentos dos foros que recaíam sobre os terrenos emprazados e que ao todo davam 37,635 réis. Era com esta soma que estes audazes avin­tenses tinham que garantir a sua independência e lutar pelo desen­volvimento da sua terra.

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... DA PEQUENA PÁTRIA DE AVINTES

“SENHORA, a Câmara Municipal do Concelho de Avintes não podendo suportar em silêncio o terrível vexame que os habitantes que representa vão sofrer pela anexação deste Concelho ao de Gaia, julgou seu dever representar a Vossa Majestade, pedindo remédio para o mal que vão começar a padecer.

A Câmara está certa que a sua adorada Rainha lhe há-de fazer justiça, lembrando a Vossa Majestade que este Povo que tantos martírios sofreu pelas Legiões do Usurpador [D Miguel I] só pela sua lealdade a Vossa Majestade e à Constituição, que depois de deixarem suas mulheres e filhos entregues a fome, foram voluntariamente unir-se com tanto gosto ao Exército Libertador [de D. Pedro IV], é digno de atenção e de justiça.

 

 

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